Agosto, 2010 Alter Real Btt em Santiago de Compostela
Alter Real Btt em Santiago de Compostela
Como diz um ditado na Galiza, “con pan y vino se hace el camino”. Enfim… não foi bem assim que treze elementos do Alter Real Btt percorreram o Caminho Português de Santiago. Muito pelo contrário, o “camino se hace caminando” e, neste caso, pedalando, muito, como nunca o haviam feito.
Mas os preparativos começaram na comemoração do 4º aniversário do Clube, a 10 de Maio, ficando as afinações finais, para 20 dias depois, aquando da Maratona btt de Alter, em homenagem ao saudoso amigo, Rui Malheiro.
No dia 3 de Junho, depois do primeiro carimbo nas credencias de peregrino e em plena pose para a foto da partida na Sé do Porto, nunca se poderia supor que… o que se iria seguir, seria tão gratificante e único.
É natural que os caros leitores, gostassem de saber como se confundiram aqueles valorosos representantes de Alter, com as cores das ruas admiravelmente engalanadas de São Pedro de Rates e também, porque o seu Mosteiro, fundado pelo Conde D. Henrique no séc. XI, é local de início de uma interessante via romana, percorrida, depois de ter ficado decidida a pernoita em Barcelos. Pois, nada disso, o que é possível afiançar é a transposição, a treze, da íngreme e escarpada Serra da Labruja, situada logo depois de Ponte de Lima, trajando o uniforme do Alter Real Btt, de forma galharda e decidida… conforme foi sendo possível, aos poucos, passo a passo, roda a roda, pedra a pedra, na terra calcada por tantos pés, com companheirismo, crescente, até finalmente se alcançar Valença, no segundo dia.
“Bon camino, bon camino…”, eram desejos sinceros, recíprocos, repetidos sucessivamente aos peregrinos a pé, ao longo dos campos de Tui, Mos, Redondela, Pontesampaio, Ponte Vedra, Caldas de Reis, por entre bosques a transbordar de água fresca e límpida, rios, muitos rios, campos de milho sem fim, por baixo de latadas de uvas de vinho verde, imaculadamente cuidadas, ziguezagueando, pisando, transpondo lajes gastas pelo tempo, pela fé, pela força de acreditar… na chegada, no terceiro dia, à linda vila de Padron.
Terão sido sobretudo três os motivos que os levaram a seguir as setas amarelas e as vieiras a caminho de Santiago de Compostela: espiritual, desportivo e cultural. É de crer que, talvez, tenham sido levados a fazê-lo pelas três razões, representando estas, para cada um, uma valia própria, interior. A viagem feita por dentro foi pessoal, singular, única.
“É aqui que se carimba a chegada!”, repetiram os primeiros dos treze a chegar ao local. De facto, todos mereceram a Compostelana (acreditação oficial de Peregrino). Os carimbos nas credenciais provavam-no: tinham percorrido bastante mais de 200 quilómetros de bicicleta para chegar, no quarto dia, a Santiago de Compostela.
A imponente Catedral de estilo românico, concluída em 1128, situada no centro da zona antiga da cidade, encerra no seu interior, o túmulo do Apóstolo Santiago. A extensa rede de caminhos de peregrinação, comunica lugares de toda a Europa com aquele local. Pela sua importância, o Caminho de Santiago foi declarado Primeiro Itinerário Cultural Europeu pelo Concelho da Europa em 1987 e nomeado pela UNESCO, Património da Humanidade em 1993.
No ano de 2010, por se tratar de um ano Jacobeu, a Catedral abriu novamente a “Porta do Perdão” a milhões de peregrinos, facto que não se repetirá até 2021.
Só com o apoio empenhado da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Alter do Chão, da Junta de Freguesia de Fronteira, e da Loja Fresca e Minipreço de Correia e Filhos, Lda., foi possível efectuar tamanha façanha peregrina, levada a cabo por grupo tão representativo de elementos do Alter Real Btt.
Um particular agradecimento ao esmerado Filipe Ferreira, pela sublime organização.
Um reconhecimento final a alguém especial, detentor um carácter raro; a um grande amigo e condutor de homens: João Galvão.
António Semedo,
Alter Real Btt. : Agosto 14, 2010 10:30 | permanente link | comentários (0) | Geral Junho, 2010 III Meia Maratona e V Passeio Convívio de Alter do Chão
Às oito horas do dia 30 de Maio, o calor que já se sentia, anunciava a canícula que teríamos pela frente. No largo do coreto, a azáfama dos elementos de camisola branca, despertava já a curiosidade dos transeuntes. Seria ali, este ano no centro de Vila, que iriam começar e terminar, a terceira edição da meia maratona e o do quinto passeio em BTT de Alter do Chão.
O evento, em homenagem ao nosso saudoso amigo Rui Malheiro, contou com mais de cem participantes que iniciaram a prova à hora programada. Os cinquenta quilómetros do percurso competitivo foram percorridos em pouco mais de duas horas, pela grande maioria dos participantes. Á chegada, por estranho que possa parecer aos leitores menos habituados a estes acontecimentos, a alegria era franca e contagiante.
Depois do banho no pavilhão gimnodesportivo, seguiu-se o almoço numa tenda festiva, montada para o efeito, no largo principal. O porco no espeto e as restantes iguarias retemperaram as forças e o ânimo de todos os envolvidos em mais esta edição do maior evento anual, organizado pelo Alter Real BTT.
A queda de um empenhado elemento da organização, felizmente sem consequências graves, terá representado, a nosso ver, o que não correu bem. O nosso apoio e votos sinceros de rápidas melhoras.
O empenho, a entreajuda, a amizade mostraram-se uma vez mais preciosos no o sucesso do evento.
: Junho 11, 2010 19:38 | permanente link | comentários (0) | Geral Dezembro, 2009 O verdadeiro e único poder de persuasão do Grande Romão
Sr. Presidente,
não te importas de dizer à cambada
que a confirmação da participação na voltinha do dia 27, deveria de
ser dada até ao dia 23 para eu arranjar manjedoura?
Já agora pedia que quando confirmassem, o fizessem
com uma nota de cinco euros, para eu não ficar agarrado com o homem
dos tachos.
Att
Reira : Dezembro 16, 2009 15:38 | permanente link | comentários (0) | Geral Outubro, 2009 MOMENTOS PARA SEMPRE
O tempo é o grande construtor, mas também é um grande destruidor.
Há aprendizagens que, com o tempo, fogem ao nosso domínio, é possível recuperá-las, mas essa recuperação é demorada e trabalhosa, tal é o caso das línguas. Podemos saber falar e escrever bem uma determinada língua; porém, com o passar dos anos, se não a praticarmos com alguma regularidade, esse conhecimento esboroa-se e vacilamos quando queremos falar ou escrever a língua de que tínhamos perfeito domínio. Com um instrumento musical passa-se exactamente o mesmo e outros exemplos poderiam ser acrescentados. Parece que o nosso cérebro envia essa informação para um lugar longínquo e só com algum esforço, tempo e dedicação ela torna a ser recuperada.
Ao contrário, há aprendizagens que, provavelmente por estarem intimamente ligadas ao corpo, jamais se esquecem. Tem absoluta razão a sabedoria popular quando afirma que quem aprende a andar de bicicleta nunca mais se esquece de como se faz.
Quando se trata da aprendizagem inicial, uns demoram mais algum tempo que outros; todavia, podemos afirmar que esta aprendizagem se faz de forma rápida e, se pensarmos cuidadosamente, não se pode dizer que seja propriamente fácil, porque é preciso força de vontade, alguma dose de coragem para vencer o medo e a dor que se segue às inevitáveis quedas. Diz quem sabe que para aprender a andar a cavalo tem de se cair sete vezes, quantas caiu o leitor da sua bicicleta, mesmo usando rodinhas de apoio?
Se isso fosse muito importante, você lembrar-se-ia do número exacto, mas muito mais importante, e isso tenho a certeza de que você não esqueceu, foi o intenso contentamento, a alegria da vitória por finalmente dominar o veículo de duas rodas. Você viu recompensados os seus esforços e teve bons motivos para se sentir orgulhoso e feliz. Pode dar-se o caso de não recordar com exactidão esse momento preciso, mas houve vários outros em que o sorriso que nasceu à flor da face acendeu inesquecíveis fogueiras de felicidade. Você lembra-se! Parecia que voava, não era? A velocidade, o vento nos cabelos, conferiam-lhe uma sensação de leveza que é inolvidável, não é verdade?
O que espera para tornar a reviver essas sensações tão agradáveis? Tem receio? Sofre de preguiça? Está em baixo de forma? Tem demasiada gordura à volta da barriga ou das pernas? Não quer suar?
Relembre que poucas são as coisas boas que não se conseguem com algum esforço. Saiba que o ciclismo, seja na vertente de todo o terreno, seja na vertente de estrada, é das actividades físicas que pode ser praticada com sucesso durante mais tempo.
Há pessoas idosas que sabem muito bem que o desporto não é só para jovens, pois sentem no corpo e no espírito os efeitos benéficos da actividade desportiva. Os jovens, por natureza, mexem-se com facilidade, têm sonos fáceis e profundos, usufruem de artérias flexíveis e desimpedidas; pelo contrário, os mais velhos devem cuidar de si para que mantenham durante o maior número possível de anos algumas das boas características da juventude. O exercício físico pode ajudá-lo nisso: a oxigenação beneficia sobremaneira os lóbulos frontais do cérebro, melhorando consideravelmente a sua memória a curto prazo; a seratonina e outras endorfinas que as glândulas endócrinas do cérebro lançam na sua corrente sanguínea dar-lhe-ão calma e uma poderosa sensação de bem-estar. Você deixará de se sentir tão cansado quando sobe um lance de escadas e, para além de outras melhorias, ganhará mais um bom motivo para sair da cama no fim-de-semana.
Junte-se ao do Alter Real BTT. Note que contamos com atletas das mais variadas idades e condições físicas e que o nosso lema é: NUNCA NINGUÉM FICA PARA TRÁS!
Está à espera de quê?
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Herlander Cordeiro : Outubro 20, 2009 10:47 | permanente link | comentários (0) | Geral Setembro, 2009 Rui
Foi no dia 23 de setembro pelas 22.30h que o nosso colega Rui Malheiro perdeu a vida num acidente de mota. Vamos lembrar o campeão sempre. Até sempre Rui Malheiro, serás lembrado como um campeão no alter real btt.
Filipe Estevinha do Santos
: Setembro 25, 2009 12:11 | permanente link | comentários (0) | Geral
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